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terça-feira, 19 de outubro de 2010

E agora, José?
"o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou
e agora, José?
[...]
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
[...]
José, pra onde?"

Carlos Drummond de Andrade
Às vezes achava que não iria aguentar nem mais um dia, nem mais uma hora, nem mais se quer um segundo ali. Arrumaria as malas e compraria sua passagem só de ida pra qualquer outro lugar. Mas então, a obrigação se tornava maior que a vontade. E lá se iam mais algumas semanas, mais alguns meses...mais um ano.
Talvez simplesmente não houvesse porta - ou ela ainda não encontrara a chave...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Procurando - ou encontrando - as razões...

Lá estava novamente, exatamente onde não deveria estar. Levara alguns meses para se dar conta de que não era só o destino o grande vilão da história, mas também - e talvez principalmente - sua própria covardia. Acovardara-se na hora em que mais precisava ter tido a coragem.

Fazer escolhas sempre lhe parecera um tanto quanto difícil - não por não querer nada, mas por querer tudo junto e ao mesmo tempo. Mas tudo bem, talvez isso não fosse tão grave assim quando as escolhas não implicavam em tantas consequências. Mas e agora? Se as escolhas pareciam tão decisivas, como escolher, afinal? Como decidir entre turismo, jornalismo ou relações internacionais? (isso sem contar os outros trocentos cursos q aos poucos foram caindo fora de sua "listinha")

Por fim, gastara um ano para acabar decidindo da forma mais estúpida possível. Não escolhera voltar pq achava q seria o curso mais legal, mais divertido ou o que mais refletisse sua personalidade. Escolhera pq simplesmente lhe parecia mais fácil e ao mesmo tempo mais "promissor". Era "simples": seu pai aprovava totalmente a ideia dela voltar, afinal R.I. podia não ser o curso dos sonhos, mass...era melhor que turismo, nao?! Além do que, R.I. ela terminaria em 3 anos (ha ha ha. será?), quando os outros cursos ainda implicavam 4 longos e demorados anos pela frente... Enfim, ainda havia outros fatores além da vontade de seu pai, não é mesmo?! Sim, havia...ahn, quais eram mesmo? Ah, sim, várias pessoas haviam lhe dito que "não valia a pena" fazer turismo e que cursar jornalismo era "inútil" já que não precisa mais de diploma. E foi assim que ela tomara novamente uma decisão estúpida - de voltar para onde nunca deveria ter ido.

Bom, mas e agora? Apesar de todos os pesares - como o fato de morar em uma cidade que não gosta e da sua faculdade ser uma verdadeira piada de mal gosto (justificada pela alternância entre não ter professor/ter professor que seria melhor não ter) -, ainda havia a possibilidade de se formar e trabalhar (como era o planejado, aliás) em uma grande Organização Internacional de ajuda humanitária ou de meio ambiente, não? Na verdade sim, havia a possibilidade (afinal nada é impossível), mas não a probabilidade - como a sua própria professora de Organizações Internacionais havia recentemente lhe "contado", a probabilidade de alguém conseguir entrar em algo assim sem Q.I. gira tipo em torno de 0%. Ha ha ha. E é assim que suas esperanças terminam de ir pro espaço...

The Reason
(Hoobastank)
"I´ve found out a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new..."

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Destino

Tentava decidir se era ela quem não gostava do destino ou o destino que não gostava dela. Ou os dois. Odiava com todas as forças a ideia de que seus planos dependiam de alguma coisa que simplesmente estava fora de seu controle, e era essa "coisa" que ela agora tinha certeza que existia: o destino.
Largara tudo para recomeçar do zero. Estudou, estudou. Perdeu sábados e mais sábados de sua vida fazendo simulados, sextas-feiras assistindo aulas detestáveis de eletromagnetismo e química orgânica. E no fim, de nada adiantou, todo o esforço tinha sido completamente em vão. "Tudo por nada".
Há 6 dias sua vida havia se transformado no inferno. Não sentia fome, sono, tampouco vontade alguma de viver.
Talvez tenha conseguido fingir que estava tudo bem por uns 2, quase 3 dias - aliás, nem sabia que era tão capaz de encenar daquela forma. Mas a verdade era cruel demais para ser mascarada com um simples teatro. Até poderia enganar aos outros com um pouco de esforço, mas não a si mesma. E eis que sua muralha de autoproteção desabou. As lágrimas tinham o sabor amargo da derrota. O nó na garganta parecia sufocá-la. E a dor era absolutamente insuportável. À noite era ainda pior: por mais que sua vontade fosse dormir para sempre, o sono insistia em não vir.
Não sabia se algum dia aquilo tudo iria passar. Era certo que mais cedo ou mais tarde, o choro cessaria. Mas a dor e a culpa talvez nunca fossem embora. Sempre fora fácil perdoar os outros - na verdade não costumava demorar mais do que meia hora para conseguir fazê-lo -, no entanto, perdoar-se era uma missão quase impossível.

Creep
(Radiohead)
"What the hell am I doing here?
I don't belong here

I don't care if it hurts
I wanna have control
I wanna a perfect body
I wanna a perfect soul"

sábado, 16 de maio de 2009

Pensava como a vida era hilária. Entrava ano, saia ano, e os sentimentos, os medos, as inseguranças pareciam inevitavelmente os mesmos. Até mesmo os protagonistas, muitas vezes teimava em insistir que fossem os mesmos de outros tempos, mas mal se dera conta de que eles simplesmente não podiam continuar a ser. Eles têm de brilhar em outros palcos, outras vidas... é a ordem natural das coisas: as pessoas devem permanecer o tempo suficiente para que se tornem especiais e “inesquecíveis” – e se se tornaram inesquecíveis é pq de fato já não fazem mais parte de nossas vidas, mas apenas de memórias, fotografias e, talvez, uns raros encontros que o tempo possa permitir em meio ao turbilhão da “vida moderna”.

Era hora de abrir as portas para que novas pessoas entrassem – e as velhas pudessem seguir novos caminhos. Mas não sabia se estava preparada para isto – talvez nunca estivesse, pensou com uma triste melancolia. Já dera um grande passo: desta vez, a porta de entrada já começava a se abrir. O drama era abrir a porta de saída: esta, ela tentara trancar a sete chaves...mas no fim, de nada adiantou pq as janelas sempre estiveram abertas.

Time - Dream Theater

"Home, home again
I like to be here when I can
When I come home cold and tired,
It's good to warm my bones beside the fire
Far away across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells"

domingo, 18 de janeiro de 2009

Quando o álcool não entra e a verdade sai assim mesmo...

Clássicos do rock. As pessoas dançavam despreocupadamente. Aquele lugar já lhe era absolutamente familiar... com certeza nunca iria gostar do odor de cigarro, mas o resto era quase perfeito. Lembrou-se do primeiro dia que tinha ido lá. Tinha se divertido tanto! Sentiu saudades...sua vida era simplesmente menos complicada.

(...)

Voltando do seu flashback quase melodramático, um garoto se aproximou.

- Oi! Posso saber seu nome?

Não, ela não queria papo (e muito menos o que devia vir depois).

- Pq eu te diria meu nome? - escrevendo assim, ela podia soar até meio grossa...mas, acredite, não estava sendo. Tinha até um sorriso e uma cara de curiosidade pelo o que ele responderia.

- Pq nós estamos numa balada e podemos conhecer gente nova, fazer novas amizades... - enfim, nada de original. Mas ele era educado. - Eu posso te dizer o meu. "Y".

Tudo bem...não havia mal nenhum em lhe dizer seu nome.

- Prazer, Y, eu sou "X".

Viu sua amiga se afastar. Só teve tempo de lançar-lhe um olhar meio desesperado pedindo pra ficar. Necessário dizer que não funcionou?!

O que se seguiu foi uma série de perguntas corriqueiras naquele tipo de situação. Não muito tempo depois:

- Então, a gente podia curtir mais essa noite... - sinal vermelho. Já estava próximo demais.

- Eu não quero. - disse firme e decidida.

- Poxa...e pq ficar sozinha só com uma amiga na balada?!...

Respirou fundo. Não tinha a mínima idéia do pq iria dizer o que disse a seguir. Estava totalmente sóbria. É verdade, um pouco tonta, talvez...E ela sabia que aquela tontura não podia ser atribuída a dose insignificante de álcool que tomara, tampouco ao ambiente que, apesar de lotado, nunca havia lhe causado aquele mal estar antes. A verdade era só uma: os acontecimentos e sentimentos bizarros insistiam em lhe atordoar. Mesmo naquele lugar que gostava tanto.

- Ok, vamos ser sinceros. Eu não te conheço, não conheço seus amigos e provavelmente nunca mais vou te ver mesmo. Então, assim que eu te contar pq eu nao vou ficar com vc, vc pode rir da minha cara e ir lá contar pra eles. - A música era alta. E ele nem a ouvia direito. Melhor ainda, pensou. - Eu não quero mais um. Eu poderia até ficar com vc...vc é legal, simpático, bonito, educado. Mas e depois? Vc vai ser só mais um. E eu cansei. Não quero. Eu quero o cara.

- Hmm...e vc acha que vai encontrar o cara aqui?! - touché. Revirou os olhos. Era óbvio que não. Mas nem era isso que estava fazendo ali. Só queria dançar e se divertir...e, pq nao, tentar esquecer que sua vida era bizarra?

- Eu não disse que quero encontrar o cara aqui. Na verdade, talvez eu já tenha até encontrado o cara. Mas ele nunca vai me querer. - a lógica é: encarar os fatos de frente e "fechar pra balanço" até decidir o que fazer. Afinal, ainda não entendia pra quê tanta ironia (pra não dizer sacanagem) do destino...

- E pq alguém não iria querer vc? - Ok. Ele era até simpático. Mas a criatividade deixava a desejar. E ela já estava tão cansada do clichê e do óbvio...Mais uma vez respirou fundo. Pq dizer aquilo a um estranho?! Não fazia sentido - àlias, como tantas coisas em sua vida.

- Olha, faz o seguinte... vc é um cara legal e tem um monte de garotas bonitas na balada. Tenho certeza que quase qualquer outra garota nesta balada ficaria com vc. Vai lá e boa sorte. - ele ainda insistiu um pouco. Mas aquela altura, ela já nem ouvia mais o que ele dizia. Deu meia volta e foi encontrar seus amigos que até já riam da sua situação. Juntou-se a eles e tentou rir também; por dentro só queria gritar e sair correndo de si mesma. Já não tinha a menor idéia do que fazer.

"So,
So you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

[...]

What have we found?
The same old fears
Wish you were here "
(Pink Floyd - Wish you were here)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Bem perto do paraíso...=)

Trindade (RJ)
"Semente, semente, semente, semente, semente
Se não mente fale a verdade, de que árvore você nasceu?
Semente, semente, semente, semente, semente
Se não mente fale a verdade, de que árvore você nasceu?"

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Muito mais do que "Sete Vidas"

Assistindo ao filme "Sete Vidas" (ou "Seven Pounds"), despertei para um tema que poucas vezes pensamos, a doação de órgãos.

De acordo com o site do Adote (Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos), "a doação de órgãos como rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. Em geral, nos tornamos doadores em situação de morte encefálica (parada definitiva e irreversível do encéfalo, provocando em poucos minutos a falência de todo o organismo; é a morte propriamente dita) e quando a nossa família autoriza a retirada dos órgãos", ou seja, conforme a legislação brasileira, só nos tornamos doadores desde que após a nossa morte um familiar autorize, por escrito, a doação. Assim, não basta querer ser um doador, é preciso que a família saiba; por isso, se vc pretende se tornar um - tá bom, eu sei que não é nada agradável pensar nisso, mas um dia todos nós vamos morrer, certo? - , diga para todos sobre sua intenção e ajude a salvar vidas!=)

Para saber mais, acesse http://www.adote.org.br/oque_perguntas.htm

Ah, além disso, também podemos doar sangue - é fácil, seguro e não prejudica de forma alguma a saúde do doador. Pra quem não sabe, aqui em Sjc o posto de doação é lá na Rua Sta. Clara, 450 (para ver todas as unidades do estado entre em http://portal.saude.sp.gov.br/content/doacao_sangue.mmp).

Vamos fazer a nossa parte! Ajudem a divulgar!=)

sábado, 27 de dezembro de 2008

Ano novo?!

2009 chegando...
E aí? O que vamos fazer?

"Ano novo, vida nova"?! Aquele monte de promessas que jamais serão cumpridas e um monte de blá blá blá? Fala sério. Acho que precisamos de um pouco mais do que boas intenções, não?!

O mais “engraçado” é que é como se, simplesmente por ser um novo ano, tivéssemos a obrigação de ser pessoas completamente novas. Os “projetos” mais comuns variam desde entrar numa academia e perder trocentos quilos até se tornar uma pessoa “melhor”. Tem gente que faz até listinha, de tantas que são as promessas – eu só espero que a lista não caia de seus bolsos na primeira ondinha que pularem, das sete ondinhas de ano novo! (risada sarcástica!heheh).

Particularmente, eu poderia dizer que em 2009 eu vou...acampar, aprender a tocar guitarra, ler vários livros que sempre quis ler, fazer um curso de fotografia e voar de asa delta (e tantas outras que não me lembro agora!) . Mas não, não vou dizer isso. Não digo que eu não queira fazer, digo simplesmente que não posso ter certeza nenhuma de que farei. Promessas já não fazem mais sentido a partir do momento em que passamos a entender que é preciso muito mais do que a intenção ou vontade de cumpri-las.

Acredito que já esteja na hora de mais ação e menos palavras. Vc tem planos? Deseja mudanças? Que bom! Pq não começar agora? Pq acreditar que tudo irá mudar ano que vem se entra ano, sai ano e ainda somos os mesmos?! Se vc tem reais intenções de fazer qualquer coisa, não precisa esperar um novo ano para começar a fazê-las! Experimente fazer coisas novas e que lhe fazem bem a cada dia, a cada instante. Pare de gastar seu tempo fazendo promessas em vão...Pra quê?? Só pra no ano que vem vc ter o trabalho de prometê-las novamente?! Vamos parar de hipocrisia!
É isso aí, abaixo a hipocrisia no ano novo! =D

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Do fundo da gaveta!

A garota, melancólica, olhava para o céu azul um tanto acinzentado pela poluição.

Já não lia mais Capricho, tampouco Atrevida. Já não sonhava mais com um beijo, não pintava mais as unhas de azul e, muito menos, desejava cometer tal ato de loucura com seus cabelos. Quase nem ouvia mais new metal e nem vestia mais tantas roupas pretas. Não achava mais tão legal assim fazer pose de rebelde - rebelde, de verdade, nunca fora. Já nem precisava se preocupar com vestibular ou sonhar com o quão legal seria morar em outra cidade – simplesmente porque já o fizera.

Lembrou-se de um antigo namorado. Já fazia tanto tempo! Porque mesmo haviam acabado? Ah sim, ela o mandara embora – e ele, gentilmente, lhe obedecera. Tal como fizera com alguns outros garotos que passaram por sua vida, mas com uma diferença – não sabia o quanto se arrependeria mesmo tanto tempo depois. Não sabia que seu perfume, nem mesmo seu sorriso que a reconfortava fariam tanta falta. Não sabia que se arrependeria tanto de não ter dito tudo o que devia. E talvez nenhum dos dois realmente soubesse que o adeus era pra sempre...

Quase 2 anos. Fora este o tempo que tivera para voltar atrás, pedindo que ele voltasse. Mas seu orgulho derrotou sua felicidade. Tudo bem, não poderia dizer que fora completamente infeliz todo este tempo, nem que não se apaixonara – mas nunca foi como antes.

Agora, restava-lhe apenas uma certeza: poderia ter vivido muito mais intensamente. Deveria ter dado mais sorrisos, estudado um pouco menos, feito mais amigos e até mesmo ter beijado menos caras errados.

Deu-se conta do quanto estava diferente. Lia Carta Capital – algumas vezes, mal e mal entendendo o que estava escrito lá -, ouvia outras músicas, fazia faculdade – um curso que nem ela mesma saberia definir exatamente - e morava em outra cidade – esta, muito mais longe do que ela gostaria de sua cidade natal. Mas ainda era ela mesma. Alguns medos infantis, a velha timidez, alguns sonhos ousados e a eterna inquietação de estar no mundo. Se apaixonará novamente? Viajará para outros países? Se abrirá a novas oportunidades? Talvez. Há perguntas que só o tempo pode responder. Desta vez, só podia esperar que não o gastasse tanto antes de acertar as respostas.

p.s.: este texto aí estava meio que guardado no "fundo da gaveta" desde o começo do ano, mas eu nunca achei q realmente fosse publicá-lo. até q hj eu finalmente criei coragem!\o/

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Um sorriso!

Não sei bem pq, mas hj logo pela manhã me veio à memória uma cena que se passou há poucos dias.

Foi em um daqueles dias em que parece que tudo dá errado e nós pensamos que talvez o melhor seria nem ter levantado da cama, diante de tantos “desastres”. Andava pelo centro de Franca a caminho de casa – desejando poder me teletransportar para Sjc –, já segurando as lágrimas que inevitavelmente viriam mais tarde.

No meio do caminho, passava em frente a uma agência de banco, onde quase sempre ficam senhoras pedintes (“jogadas” no meio da calçada) que, na maior parte do tempo, são simplesmente ignoradas por aqueles que ali passam. Naquele dia foi diferente. De longe, já atravessando a rua, vi não uma senhora, mas um rapaz que não devia ter mais do que uns 30 anos. Imediatamente me veio o pensamento mesquinho de que não “faltava mais nada” no meu dia. Uma senhora, ou uma criança pedindo, a gente “entende” (e aqui eu acrescento váriass haspas!), mas um rapaz aparentemente saudável?! – pensei. Nessas horas a gente nem se lembra que é a própria sociedade quem faz isto e que cada um tem, querendo ou não, sua própria parcela de culpa. Bom, respirei fundo e, provavelmente fiz uma cara pior do q já estava antes. Foi quando o tal moço me pediu: “moça, me dá um sorriso?”. Não pude deixar de dar um meio sorriso, sem graça. Por dentro, eu ria uma risada sarcástica de mim mesma: ria da minha mediocridade, do meu egoísmo. Naquele instante, não só havia milhões de pessoas passando fome, ou simplesmente lutando para sobreviver, como também havia infinitas pessoas que apenas esperavam um simples sorriso. Foi então que a minha ficha caiu. Estamos sempre tão ocupados, apressados e absortos em nossos mundinhos paralelos que parecem ter problemas tão imensos (que, na verdade, na maior parte das vezes são apenas medíocres), que simplesmente nos esquecemos de sorrir. Esquecemo-nos que um sorriso é simples, é de graça e pode transformar o dia de uma pessoa.

Fica aqui uma proposta: distribua mais sorrisos!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008